Governador se manifesta sobre polêmica dos respiradores
Não disse nada
Causou expectativa o anúncio de que o governador do estado, Carlos Moisés, faria uma explanação no início desta tarde para falar acerca do caso dos respiradores comprados ao custo de R$ 33 milhões e não entregues por uma empresa do Rio de Janeiro. A polêmica explodiu ontem, terça-feira (28), com reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil. O valor teria sido pago antecipadamente e a empresa sequer tem histórico de fabricar os produtos.
Porém, quem esperava respostas saiu frustrado. Ao longo dos pouco mais de 20 minutos de explanação, Carlos Moisés se limitou a dizer que tudo será apurado e investigado, mas não deu nenhuma resposta clara. Acompanhado de membros do primeiro escalão, ele disse que duas sindicâncias foram abertas para apurar as supostas irregularidades acerca do caso.
Falou que a polícia foi acionada para investigar e os órgãos de controle serão acionados e informados na medida que se apure eventual desvio de recursos.
O governador não respondeu, por exemplo, sobre o porquê de os respiradores terem sido pagos de forma antecipada. Esse questionamento, também, segundo ele, terá a resposta quando tudo for apurado.
“Nos é estranho. Não é o procedimento indicado pelo governo do estado. Isso me parece que precisa ser esclarecido nesses autos instaurados agora”, disse ele.
A rapidez de tempo com que a compra foi realizada também ficou sem resposta por parte do governador.
O secretario Helton Zeferino disse que o parecer jurídico da Procuradora do Estado não indica que seja feita a rescisão do contrato com a empresa, mas a suspensão do mesmo.
Moisés disse, ainda, que há compra de outros equipamentos em andamento. Inclusive importados, da China, mas que os pagamentos não serão feitos de forma antecipada.
A explanação, feita em transmissão provada apenas para membros da imprensa, terminou sem a possibilidade de nenhum questionamento por parte de jornalistas que acompanhavam a fala.